Diarreia em gatos e cães pode ser o quê?

Cachorro com dor deitado no sofá com cobertor – Portal Pet Saúde
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A diarreia em gatos, assim como a diarreia em cães, pode ser sinal de vários problemas gastrointestinais, como colite, doença inflamatória intestinal, gastroenterite e pancreatite, sendo possível que essas condições apresentem ainda outros sinais e sintomas. Saiba quais são eles, as possíveis causas e o que os tratamentos de problemas gastrointestinais podem incluir.

Colite: inflamação do intestino grosso (cólon)

A colite provoca diarreia em cães e também diarreia em gatos, que pode ser repentina ou recorrente e até durar vários dias ou semanas. É possível que as fezes tenham muco e até traços de sangue e o animal pareça estar se esforçando para defecar. O problema pode ter várias causas, por exemplo:

  • Estresse;
  • Infecções por alguns tipos de vírus, bactérias ou parasitas;
  • Reação a alguns medicamentos;
  • Alergia;
  • Ingestão de um objeto;
  • Intolerância a algum alimento;
  • Algumas doenças, como câncer de intestino e doença inflamatória intestinal.

Para fazer o diagnóstico da colite, o médico veterinário realizará exame clínico, buscará excluir outros possíveis causas para a diarreia e pode pedir exames laboratoriais e de imagem para identificar a origem da inflamação. O tratamento vai depender do que causou o problema, mas pode ser necessário internar o animal para controlar a diarreia em casos mais graves. De um modo geral, o tratamento inclui jejum de 24 a 48 horas e uma dieta específica.

DII: doença inflamatória intestinal

Quando for crônica, tanto a diarreia em gatos quanto a diarreia em cães pode ser provocada pela DII localizada nos intestinos. Mas, a doença inflamatória intestinal também pode afetar o estômago e, nesse caso, provocar vômitos crônicos. Se a condição perdurar, é possível que também leve à perda de apetite e de peso. Ou aumente muito o apetite por conta de o animal não conseguir digerir o alimento devido à inflamação nas células de revestimento do trato intestinal. Ainda não se sabe ao certo a causa do problema, mas ele pode ser desencadeado por:

  • Infecção por bactéria ou parasita;
  • Reação a algum nutriente da dieta.

O diagnóstico da doença inflamatória intestinal pode envolver exames das fezes, do sangue, de imagem e biópsia, que é quando se retira uma amostra do tecido para exame em laboratório. Dependendo do local a ser investigado, a retirada pode ser feita em procedimento cirúrgico com anestesia ou por meio de um aparelho chamado endoscópio. Embora não exista cura a DII pode ser tratada, o que é possível fazer com dietas especiais, medicamento e suplementação de vitamina B12, que os animais não conseguem absorver devido à doença.

Gastroenterite: inflamação do trato gastrointestinal (estômago e intestinos)

A diarreia em gatos e cães e o vômito são os principais sintomas da gastroenterite e acontecem de forma intermitente, sendo que a dor abdominal também é comum. O vômito pode ter aspecto amarelado e espumoso, principalmente depois que o estômago estiver vazio, e as fezes serem em grande quantidade e cremosas. Existem várias possíveis causas para a gastroenterite, tais como:

  • Alimento estragado ou muito gorduroso;
  • Infecção por bactérias, vírus, fungos ou parasitas;
  • Ingestão de algum objeto;
  • Alguns tipos de medicamentos;
  • Envenenamento;
  • Bloqueio do intestino;
  • Tumor ou câncer;
  • Doenças endócrinas, pancreáticas, hepáticas e renais.

O diagnóstico da gastroenterite é feito pelo médico veterinário com exame clínico e eliminação de possíveis causas, podendo ser necessário realizar ainda exames de imagem e laboratoriais. O tratamento inclui, principalmente, a reidratação do animal e a restauração do equilíbrio de eletrólitos. Mas também pode ser necessário o uso de medicamentos e pausar a alimentação por até 12 horas, reintroduzindo-a gradualmente com a dieta indicada.

Pancreatite: inflamação no pâncreas

Diarreia em cães e gatos, assim como náusea, vômitos, febre, letargia, dor abdominal e diminuição do apetite podem ser sinais de pancreatite. A doença pode ser aguda ou crônica. Se for aguda, é possível ter uma manifestação leve ou uma forma hemorrágica mais grave. A causa exata da pacreatite não é conhecida, ela pode acontecer espontaneamente ou ser desencadeada por alguns fatores, tais como:

  • Refeição gordurosa;
  • Uso de corticoide;
  • Doença inflamatória intestinal e diabetes;

O diagnóstico da pancreatite, em alguns casos, é feito com base só nos sinais clínicos e no histórico médico, pois alguns exames laboratoriais e de imagem podem ser inconclusivos. Mas, já existe um teste pancreático bastante preciso, mesmo nos casos em que a enzima pancreática aparece normal em outro tipo de exame. Geralmente, o animal é internado para tratamento por alguns dias. Ele é mantido em jejum até o vômito diminuir e, depois, é introduzida uma dieta especial gradualmente. Pode ser necessário dar analgésicos para a dor e soro para equilibrar fluídos e eletrólitos.

Caso o seu animal apresente um ou mais dos sintomas listados, não quer dizer que ele tem, necessariamente, alguma dessas condições de saúde. Mas, é importante levá-lo ao médico veterinário para que a possível causa seja identificada e indicado o tratamento mais adequado. Até porque, quanto mais cedo um problema de saúde é diagnosticado, maior é a chance de ter sucesso nele e até de cura.

Este conteúdo foi produzido com a colaboração da Dra. Juliana Bulhões, médica veterinária do Hospital Sena Madureira. Para agendamento de consultas, exames ou qualquer informação do Hospital Veterinário Sena Madureira entre em contato pelo WhatsApp 11 97853.0940

*Este conteúdo é meramente informativo e educativo, sendo destinado para o público em geral. Ele não substitui a consulta com o médico veterinário e não deve ser utilizado para diagnóstico ou medicação para seu pet. Qualquer dúvida, ou sintoma que o animal venha a presentar, deve ser relatado ao médico veterinário competente de confiança, somente ele esta habilitado à fazer o diagnóstico preciso, prescrever medicamentos e tratamentos para cada caso e acompanhar a evolução do quadro de saúde do pet.

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